terça-feira, 25 de outubro de 2011

VITÓRIA CONFIRMA IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

O desfecho da Campanha Salarial Unificada 2011 para os metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas traz, mais uma vez, a confirmação da importância da mobilização de todos, que resultou no melhor acordo da categoria em Minas Gerais e em um dos melhores do país em 2011.

Tão logo a negociação teve início, ainda em agosto, os industriais mineiros, representados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), impuseram obstáculos à conquista de aumento real de salários em 2011.

Para isso, buscaram apoiar-se na crise econômica que afeta atualmente os Estados Unidos e os países economicamente mais frágeis da Europa e nos possíveis impactos para a economia brasileira. A visão equivocada de que aumentos salariais representam ameaça à disparada da inflação, por sua vez, foi outro argumento no qual os patrões se referenciaram na tentativa de limitar ao máximo o reajuste a ser pago.

Durante toda a Campanha Salarial, o nosso Sindicato, ao contrário disso, buscou conscientizar os trabalhadores e a sociedade da importância da conquista de aumento real, reajuste dos pisos salariais e abono, como forma de manter aquecido o consumo e, em conseqüência, o equilíbrio econômico do país, da mesma maneira como havia ocorrido durante a crise que varreu o mundo a partir de setembro de 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers.

No caso específico dos metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas – região que concentra o segundo maior pólo da indústria automobilística no país – as reivindicações econômicas apoiavam-se ainda no crescimento constante das vendas do setor, que possibilitou a quebra sucessiva de recordes pelas montadoras e fez com que as fabricantes de automóveis liderassem, junto com o setor financeiro, a remessa de lucros para suas matrizes estrangeiras em agosto.

Mas, mesmo em um cenário de crescimento comprovado pelos números, as empresas mantiveram-se avessas à concessão de aumento real.

A resistência começou a ser quebrada com uma greve decretada pelos metalúrgicos da Magna, em 4 de outubro. Bastaram três horas e meia de paralisação para que aqueles trabalhadores conquistassem 10% de reajuste salarial e abono de R$ 1.000.

Simultaneamente, empresas as mais diversas eram visitadas diuturnamente pelos sindicatos que integraram a Campanha Salarial Unificada. As atividades de mobilização contaram com o apoio decisivo dos trabalhadores que, para se informar sobre o andamento da negociação, atrasaram a entrada dos turnos.

Estes fatos fizeram com que, pouco a pouco, a negociação avançasse.

Outro fator que contribuiu também de forma decisiva para a vitória obtida este ano foi a greve realizada pelos metalúrgicos da LM Came, a partir do dia 17 de outubro. A paralisação durou três dias, ao final dos quais os trabalhadores também conquistaram 10% de reajuste, piso salarial de R$ 770 e um acréscimo de R$ 125 ao valor da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) que havia sido negociada com a empresa no primeiro semestre – além da antecipação do pagamento de parte do valor da segunda parcela, que deverá ser quitada em 2012.

Depois disso, a conquista do aumento real e do reajuste dos pisos foi facilitada.

A mobilização teve papel fundamental ainda para que o abono – que, conforme a Convenção Coletiva assinada no último dia 24, só deverá ser pago por empresas que não possuem programa de PLR – fosse conquistado também na Fiat, Comau e em outras nove fornecedoras diretas da montadora, graças a um acordo exclusivo negociado pelo Sindicato com estas empresas, que garantiu a cerca de 30 mil trabalhadores da região o acesso ao direito.

Cabe ainda destacar os avanços que obtivemos em cláusulas sociais como assistência médica e farmacológica, convênio médico, complemento previdenciário, auxílio-creche e licença maternidade, entre outras.

Também não devemos subestimar a derrota que a mobilização impôs à tentativa da Fiemg de obter autorização para que as empresas utilizassem banco de horas – mecanismo de compensação que os metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas querem ver sepultado para todo o sempre.

Ao longo das últimas semanas, este blog esteve no ar para informar os trabalhadores e a sociedade sobre o andamento da negociação deste ano. Com o término da Campanha Salarial Unificada, queremos nos despedir de todos que por aqui passaram com a convicção, mais uma vez reforçada, de que é o espírito de luta de cada trabalhador e a capacidade de mobilização de todos que nos fará avançar ainda mais daqui para frente.

A luta continua. Siga conosco.



Confira, na próxima edição do jornal 23 de Outubro, o montante em dinheiro que será injetado na economia da região com o reajuste e o abono conquistados pelos metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas. A publicação pode ser acessada no endereço eletrônico www.metalurgicosdebetim.org.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

METALÚRGICOS DE BETIM CONQUISTAM MELHOR ACORDO DE MINAS E UM DOS MELHORES DO PAÍS

Numa data histórica para a categoria – 23 de outubro –, foi aprovado por unanimidade, em assembleia realizada na manhã de ontem, o acordo coletivo deste ano. No mesmo dia em que comemoramos 33 anos da primeira greve realizada pelos metalúrgicos de Betim – que, em 1978, parou as linhas de produção da Fiat, FMB (atual Teksid do Brasil) e Krupp –, a categoria conquistou o melhor acordo de metalúrgicos de Minas Gerais e um dos melhores do Brasil em 2011.
Além da conquista de até 2,52% de aumento real de salários, reajuste de até 13% do piso salarial e abono – inclusive em empresas que possuem programas de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) –, o acordo também garantiu importantes avanços em direitos sociais como assistência médica/farmacológica, complemento previdenciário e auxílio-creche, entre outros.
A vitória foi possível, sobretudo, em razão do espírito de luta demonstrado pela categoria que, com duas greves – uma na Magna e outra na LM Came – fez avançar de forma decisiva a negociação. “O acordo deste ano provou de uma vez por todas que lutar vale a pena”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.





Abono na Fiat e em fornecedoras foi conquistado em negociação exclusiva

O abono que será pago na planta da Fiat e em grande parte de suas fornecedoras diretas resultou de uma negociação em separado encerrada na noite da última sexta-feira (21).
“Como o acordo negociado com a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) prevê o pagamento do abono apenas nas empresas que não possuem programa de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), propusemos à Fiat e a suas fornecedoras negociar em separado um abono, para garantir um ganho maior também a estes trabalhadores”, informa o presidente do Sindicato. O acordo com estas empresas foi assinado na tarde desta segunda-feira (24).


CONHEÇA O ACORDO APROVADO

REAJUSTE

EMPRESAS COM ATÉ 50 TRABALHADORES
9,5% (2,05% de aumento real) para salários até R$ 4.930,62; para salários acima deste valor, será pago um valor fixo de R$ 468,40
EMPRESAS COM 51 TRABALHADORES OU MAIS
10% (2,52% de aumento real) para salários até R$ 4.930,62; para salários acima deste valor, será pago um valor fixo de R$ 493,00


ABONO

EMPRESAS QUE NÃO TÊM PROGRAMAS DE PLR
R$ 440,00 em duas parcelas: R$ 220,00 (junto com o salário de novembro) e R$ 220,00 (junto com o salário de fevereiro)

ABONO (GARANTIDO EM NEGOCIAÇÃO EXCLUSIVA)

FIAT E COMAU
R$ 1.033,50 (a ser pago até 01/11/11)

AETHRA, BREMBO, DENSO TÉRMICOS, DENSO ROTANTES, PRO.TE.CO., STOLLA, TEKSID, TOWER E METALÚRGICOS DA COMAU NA PRO.TE.CO.
R$ 540,00 (a ser pago até 15/11/11)

TEKFOR
R$ 420,20 (a ser pago até 15/11/11)


SALÁRIO DE INGRESSO

EMPRESAS COM ATÉ 10 TRABALHADORES
R$ 690,80 (13% de reajuste)
EMPRESAS COM 11 a 400 TRABALHADORES
R$ 726,00 (12% de reajuste)
EMPRESAS COM 401 a 1000 TRABALHADORES
R$ 781,00 (10% de reajuste)
EMPRESAS COM MAIS DE 1000 TRABALHADORES
R$ 968,00 (10% de reajuste)


GARANTIA DE EMPREGO OU SALÁRIO
Até 31 de dezembro de 2011


ASSISTÊNCIA MÉDICA OU FARMACOLÓGICA PARA AFASTADOS POR ACIDENTE OU DOENÇA DO TRABALHO
Passou de 120 para 150 dias


GARANTIA DE CONVÊNIO MÉDICO PARA AFASTADOS POR ACIDENTE OU DOENÇA DO TRABALHO
Passou de 12 para 15 meses


COMPLEMENTO PREVIDENCIÁRIO
Passou de 120 para 150 dias


GARANTIA DE EMPREGO OU SALÁRIO AO TRABALHADOR EM VIA DE APOSENTADORIA
Cláusula mantida; trabalhador que somar pelo menos cinco anos de empresa e que estiver a 18 meses da aquisição do direito à aposentadoria integral, tem garantido o emprego ou salário; se faltarem mais de 18 e até 24 meses, trabalhador tem assegurada a contribuição previdenciária.


AUXÍLIO-CRECHE
Passou de R$ 200,00 para R$ 220,00


LIBERAÇÃO PARA MEMBROS DE CIPA PARA PARTICIPAÇÃO EM SEMINÁRIOS PROMOVIDOS PELO SINDICATO
Liberação de um dia no ano para até dois componentes de Cipa


LICENÇA-MATERNIDADE
Fiemg assumiu compromisso de orientar empresas a ampliarem direito para 180 dias


DESCONTO NEGOCIAL
4% do salário nominal – 2% em novembro e 2% em dezembro
Exemplo: Trabalhador que recebe R$ 800,00 mensais
Desconto: R$ 16,00 em novembro e R$ 16,00 em dezembro

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DOMINGO É DIA DE VOTAR PROPOSTA

Neste domingo, 23, metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas se reunirão em assembleia no Clube dos Metalúrgicos para avaliar e votar proposta patronal apresentada em mais uma rodada de negociação, realizada nesta quinta-feira, 20. A assembleia está marcada para 10 horas, no Clube dos Metalúrgicos.
“É fundamental que toda a categoria esteja presente”, orienta o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.
O Clube dos Metalúrgicos fica na Rua Cuiabá, 190, bairro Niterói, Betim. Confira, abaixo, as linhas de ônibus que têm ponto próximo ao Clube:

BETIM: ônibus 830, 313 e 416 / Van 70 e 90
CIDADE INDUSTRIAL: 3255 (Jardim Alterosa/Via Parque Industrial)
ESTAÇÃO ELDORADO: 3275 (Taquaril/Estação Eldorado)
BELO HORIZONTE: 3285 (Jardim Alterosa/Via Dom Bosco)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CRISE NÃO IMPEDE AUMENTO DE VENDAS DE VEÍCULOS NO PAÍS, E FIAT SEGUE LÍDER DE MERCADO

A crise internacional não inibiu o aumento da venda de veículos no Brasil. É o que apontou balanço de vendas apresentado nesta quarta-feira, 19, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Conforme o balanço, na primeira quinzena de outubro as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus aumentaram 0,18% em relação ao volume comercializado nos primeiros 15 dias de setembro.
Já na comparação com a primeira quinzena de outubro de 2010, o crescimento foi maior: 2,62%.
A Fiat manteve a liderança do mercado brasileiro, com 21,55% de participação. Em relação à primeira quinzena de setembro, a fabricante italiana vendeu 1,6% a mais.


Ajuda brasileira

Em pronunciamento feito ontem, na Itália, o executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, afirmou que as metas da companhia para 2011 e 2012 estão mantidas, pois, mesmo com o enfraquecimento do mercado na Europa, a montadora não enfrenta problemas em outros países, como Estados Unidos e Brasil. “Não há necessidade de mudar os números”, afirmou o executivo à imprensa.

FIM DA GREVE: VITÓRIA DOS TRABALHADORES NA LM CAME

Os metalúrgicos da LM Came, em São Joaquim de Bicas, decidiram colocar um fim à greve de três dias após aceitarem a proposta negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e empresa.
Com a decisão, tomada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (3), na portaria da fábrica, os trabalhadores garantiram importantes conquistas: reajuste de 10% nos salários, aumento no piso salarial, que passará a ser de R$ 770,00 – valor idêntico ao que consta de pauta de negociações entregue pelos sindicatos à FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) na Campanha Salarial Unificada – e garantia de emprego de 90 dias. 
O acordo também inclui antecipação de R$ 200,00 referentes à  segunda parcela da Participação nos Lucros ou Resultados – cujo valor total é de R$ 700,00 - e mais R$ 125,00. Assim, os trabalhadores receberão R$ 325,00, valor que será pago em duas parcelas, nos salários de outubro e novembro - os R$ 500,00 restantes serão pagos em 2012.
Outra conquista foi o aumento de R$ 40,00 no tíquete-alimentação, que, a partir de agora, será de R$ 90,00.


Plano de cargos e salários


A empresa também garantiu que irá elaborar um plano de cargos e salários a partir de janeiro de 2012 para eliminar as diferenças de salários existentes na fábrica para trabalhadores que exercem as mesmas funções e que estenderá o pagamento do adicionais de insalubridade e periculosidade a toda fábrica, inclusive aos empregados do setor de automação – a medida depende de um laudo técnico que a LM Came encomendará a um especialista da área, documento que, posteriormente, será avaliado conjuntamente pelo Sindicato.  
O acordo prevê, ainda, que os empregados irão trabalhar um sábado para compensar as horas paradas por conta da paralisação na fábrica.
Além disso, no acordo fechado com o Sindicato, a empresa se compromete a implantar mudanças em relação ao recebimento de atestados médicos e garante que irá melhorar o serviço de transporte oferecido aos empregados.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

METALÚRGICOS DA LM CAME REJEITAM PROPOSTA DA EMPRESA E REFERENDAM REIVINDICAÇÕES DO SINDICATO

Em mais um exemplo de mobilização, os companheiros da LM Came rejeitaram, na manhã desta quarta-feira, 19, a proposta que havia sido apresentada ontem pela empresa durante negociação intermediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e referendaram as reivindicações encaminhadas pelo Sindicato. Com isso, a greve iniciada na última segunda-feira prossegue por tempo indeterminado.
“Os metalúrgicos da LM Came continuam firmes na luta por reajuste, piso digno e abono”, afirma o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.
Na negociação, a LM Came ofereceu 9,5% de reajuste e não apresentou nenhuma proposta de abono ou piso salarial.
Já a proposta encaminhada pelo Sindicato prevê reajuste de 10%; abono de R$ 600,00; piso salarial de R$ 770,00 – mesmo valor proposto à Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) para empresas com até 400 empregados; garantia de emprego ou salário por 90 dias e não desconto dos dias parados, entre outras reivindicações.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

TRABALHADORES VÃO DECIDIR SE GREVE CONTINUA OU NÃO NA CAME

Caberá aos próprios trabalhadores da Came decidirem se continuam ou não em greve. Uma assembleia será realizada na manhã desta quarta-feira, 19, na portaria da fábrica, quando uma proposta apresentada pela empresa nesta terça-feira será votada.
A proposta foi feita durante negociação intermediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais.
O Sindicato adianta que considera a proposta “insuficiente para resolver os problemas que os trabalhadores enfrentam atualmente” e, por isso, não irá defendê-la na assembleia.
 “A decisão, contudo, será tomada de forma soberana pelos próprios trabalhadores da Came”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.

METALÚRGICOS DA LM CAME CONTINUAM DE BRAÇOS CRUZADOS


Cientes de que somente com unidade e a capacidade de mobilização as conquistas dão resultado esperado, os metalúrgicos da LM Came, em Igarapé, continuam de braços cruzados, interrompendo totalmente a produção da empresa com a greve iniciada na última segunda-feira (17).
Para tentar mediar o conflito – uma vez que, até o momento, a empresa não apresentou uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores, o Sindicato já encaminhou pedido de reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), cuja resposta é esperada para a tarde desta terça-feira (18).
Insatisfeitos com a proposta de reajuste oferecido pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), como parte da Campanha Salarial Unificada da categoria, os metalúrgicos da LM Came continuam mobilizados pela conquista de abono, e também querem ver resolvidas questões específicas na fábrica, como a equiparação de salários, manutenção do pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade; revisão nos critérios utilizados para avaliar atestados médicos; ampliação do valor do tíquete-refeição e melhoria das condições de transporte.  
A LM Came, que emprega 260 trabalhadores, fabrica embalagens metálicas para transporte de peças, além de oferecer serviços de automação industrial, usinagem, ferramentaria (montagem mecânica) e caldeiraria de pequeno e médio portes, e tem entre suas principais clientes empresas como Aethra Componentes Automotivos, Comau do Brasil, Fiat Automóveis, Teksid do Brasil e Tower Automotive. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PACIÊNCIA SE ESGOTOU: METALÚRGICOS DA CAME ENTRAM EM GREVE

Metalúrgicos da Came, em Igarapé, decidiram seguir o exemplo dos companheiros da Magna e estão em greve desde a manhã desta segunda-feira, 17.
A paralisação foi iniciada em protesto contra a última proposta apresentada pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) em negociação realizada na quinta-feira, 13.
Além de considerarem o reajuste oferecido insuficiente, os metalúrgicos da Came não abrem mão de um abono que, de acordo com a proposta patronal, só seria pago pelas empresas que não possuem programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).
Eles também querem que a Came equipare os salários; mantenha o pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade – que, pela proposta encaminhada à empresa, deverá ser estendido a toda a fábrica; reveja o critério utilizado atualmente para avaliar atestados médicos; amplie o valor do tíquete-alimentação; e melhore as condições de transporte.
A Came emprega 260 metalúrgicos, que trabalham em dois turnos, na fabricação de embalagens metálicas para transporte de peças, usinagem e calderaria.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

METALÚRGICOS REFORÇAM MOBILIZAÇÃO COM MANIFESTAÇÃO NA MAGNETI MARELLI, EM CONTAGEM


Os sindicatos de metalúrgicos envolvidos na Campanha Salarial Unificada voltaram a dar um exemplo de força e unidade na manhã desta sexta-feira (14), com manifestação realizada na portaria da Magneti Marelli, em Contagem, que teve como objetivo reforçar as atividades de mobilização da categoria em defesa de suas reivindicações.  
“Diariamente temos realizado manifestações nas portarias de várias empresas metalúrgicas de Belo Horizonte, Contagem e Betim, e percebemos que os trabalhadores da categoria têm se mostrado unidos e mobilizados. Este é o caminho que deve ser seguido para que possamos sair vitoriosos desta campanha”, orienta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, João Alves de Almeida.
Vale lembrar que nova rodada de negociação está marcada para o próximo dia 19, ocasião em que os sindicatos deverão fazer uma contraproposta ao que os patrões ofereceram no último encontro ocorrido entre as partes, no dia 11.
Sem abrirem mão da ganância, os patrões propuseram um aumento de apenas 0,5% nos dois índices que haviam apresentado anteriormente, o que elevou para 8,5% o patamar de reajuste nas empresas com até 50 empregados e para 9% nas fábricas em que trabalham 51 ou mais metalúrgicos.
Os patrões também só aceitam pagar abono nas empresas que não possuem programas de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), voltaram a insistir na autorização para que as empresas utilizem o banco de horas - que teria a duração de 10 meses - e permaneceram em silêncio a respeito da reivindicação de extensão da Licença-Maternidade para 180 dias e de estabilidade até a aposentadoria para vítimas de acidentes e doenças no trabalho que tornam os metalúrgicos incapacitados para exercerem suas atividades nas fábricas.
“Temos motivos de sobra, portanto, para não apenas continuarmos com nossas mobilizações mas, principalmente, reforçá-las cada vez mais”, recomenda João Alves. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

AINDA É MUITO POUCO

Conforme havíamos informado aqui, na última terça-feira, 11, foi realizada mais uma rodada de negociação da Campanha Salarial Unificada 2011. E, mais uma vez, a proposta patronal ficou aquém do que merecemos.
Os patrões aumentaram em apenas 0,5% os dois índices de reajuste que haviam proposto anteriormente e só aceitam o pagamento de abono nas empresas que não possuem programa de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados). Voltaram a insistir na autorização para utilizar banco de horas – agora com duração de 10 meses – e não deram nenhuma resposta aos pedidos de extensão da Licença-Maternidade para 180 dias e de estabilidade até a aposentadoria para vítimas de acidentes e doenças do trabalho que incapacitam o metalúrgico para o exercício de suas funções.
“A proposta ainda está muito abaixo do que os metalúrgicos de Minas Gerais já fizeram por merecer”, avalia João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.


PROPOSTA PATRONAL

A proposta patronal prevê dois índices de reajuste: 8,5% nas empresas com até 50 empregados e 9% nas que empregam 51 ou mais trabalhadores.
Os pisos salariais foram reajustados também em 0,5% e passaram a R$ 684,20 (empresas com até 10 trabalhadores), R$ 726,00 (11 a 400), R$ 774,40 (401 a 1000) e R$ 959,20 (mais de 1000). O abono seria de R$ 436,00.
“O trabalhador deve, portanto, se manter mobilizado e atender às convocações do Sindicato. É esta pressão organizada que nos fará avançar rumo a um bom acordo”, orienta João Alves.
Nova rodada de negociação está marcada para o próximo dia 19, quando, provavelmente, os sindicatos farão uma contraproposta aos patrões.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

EMPRESA DE CONSULTORIA PROJETA PRODUÇÃO E VENDAS DE VEÍCULOS MAIORES EM 2012

Conforme estimativa da empresa de consultoria Tendências, divulgada na última segunda-feira, 10, tanto a produção quanto a venda de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) no país em 2012 deverão ser ainda maiores do que o volume projetado para este ano.
Em 2011, a produção deve crescer 2,4%; em 2012, 3,1%. O volume comercializado no mercado interno, por sua vez, que deve aumentar 4% este ano, será 8,9% maior em 2012.
“Ou seja, se 2011 será um ano de crescimento para a indústria automotiva, 2012 promete ser ainda melhor. É importante que os metalúrgicos, que produzem estas riquezas, não percam estes números de vista. Cabe a nós exigirmos valorização para quem produz e faz crescer”, observa o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.

METALÚRGICOS DE PERNAMBUCO JÁ CONQUISTARAM 10% DE REAJUSTE ESTE ANO; NAS AUTOPEÇAS DE SOROCABA (SP), ÍNDICE SERÁ O MESMO

Metalúrgicos de Pernambuco conquistaram em 2011 10% de reajuste salarial. O percentual equivale a um ganho real (acima da inflação) de 2,42%.
O mesmo índice será aplicado aos salários dos metalúrgicos que trabalham em autopeças, forjarias e fábricas de parafusos de Sorocaba (SP), que aprovaram acordo há poucos dias.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

METALÚRGICOS DO RIO DECRETAM ESTADO DE GREVE

Em assembleia realizada no último dia 6, metalúrgicos do Rio de Janeiro decretaram estado de greve em resposta às propostas apresentadas pelos sindicatos patronais, que, segundo o sindicato da categoria, não expressam o crescimento do setor nos últimos anos.
No dia 18 de outubro, eles voltam a se reunir em assembleia, que poderá ou não dar início a uma greve.
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no Rio de Janeiro, Maurício Ramos, a categoria deu uma grande demonstração de força no último dia 6. Ramos, que também é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, lembra que outras categorias no país se encontram em greve em busca de valorização e, caso os patrões do Estado não apresentem uma proposta que atenda à expectativa da categoria, os metalúrgicos do Rio de Janeiro também vão parar.

MONTADORAS TIVERAM MELHOR SETEMBRO DA HISTÓRIA

Em setembro, as montadoras instaladas no Brasil venderam 311.648 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, melhor resultado para o mês de toda a história do setor. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume comercializado aumentou 1,5%.
“Isso mostra que a indústria automobilística pode perfeitamente atender às nossas reivindicações em 2011”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato. No acumulado do ano, as vendas cresceram 7,2% quando comparadas ao mesmo período de 2010.
Ele observa que “os trabalhadores já fizeram sua parte”, tendo em vista os dados relativos à produção divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), na última quinta-feira, 6.
De janeiro a setembro, foram produzidos no país 2.604.108 veículos, volume 3,3% maior quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado.




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EMPREGO EM ALTA NO SETOR AUTOMOTIVO

Um estímulo a mais para que a categoria abrace a luta por aumento real, abono, piso salarial digno e ampliação de direitos sociais em 2011: em setembro, as montadoras de veículos e de máquinas agrícolas criaram 145,1 mil empregos diretos no país.
Na comparação com agosto, o total de vagas geradas aumentou 0,3% – naquele mês, haviam sido gerados 144,7 mil postos de trabalho.
Os dados foram divulgados na última quinta-feira, 6, pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
O resultado também foi superior ao apurado em setembro de 2010, quando haviam sido criados 134 mil empregos.
Em 12 meses, o total de vagas aumentou 8,3%.
“O resultado é excelente e mostra que a indústria nacional automotiva está em expansão. Em 2012, as montadoras devem lançar no mercado novos portfólios, sendo assim o período de contratação começa já neste segundo semestre”, afirmou à imprensa o professor de economia da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Antonio Lanzana.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

METALÚRGICOS APRESENTAM NOVA PROPOSTA A PATRÕES; NEGOCIAÇÃO PROSSEGUE NA TERÇA-FEIRA, 11

Durante a quarta rodada de negociação da Campanha Salarial Unificada 2011, realizada nesta sexta-feira apresentamos uma nova proposta aos patrões, na tentativa de chegar a um acordo em torno do índice de reajuste, abono, pisos salariais e cláusulas sociais que constarão da futura Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
“Na próxima terça-feira (11), a representação patronal se reunirá pela manhã para avaliar esta nossa nova proposta. À tarde, voltaremos a nos reunir para dar continuidade à negociação. Por isso, é importante que a categoria se mantenha atenta e mobilizada”, orienta o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.
Confira (abaixo) os principais itens da nova proposta apresentada aos patrões:

REAJUSTE

REPOSIÇÃO INTEGRAL DA INFLAÇÃO MAIS 4% DE AUMENTO REAL

ABONO

80% DO SALÁRIO NOMINAL

PISOS SALARIAIS

EMPRESAS COM ATÉ 400 TRABALHADORES – R$ 770
401 A 1000 TRABALHADORES – R$ 888,00
MAIS DE 1000 TRABALHADORES – R$ 1.100

GARANTIA DE EMPREGO OU SALÁRIO

90 DIAS, CONTADOS A PARTIR DA DATA DA ASSINATURA DO ACORDO

REDUÇÃO DA JORNADA PARA 40 HORAS SEMANAIS


ESTABILIDADE ATÉ A APOSENTADORIA PARA VÍTIMAS DE ACIDENTES E DOENÇAS QUE INCAPACITEM PARA O TRABALHO


LICENÇA-MATERNIDADE DE 180 DIAS

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL QUER QUE MONTADORAS EXPLIQUEM LUCRO ABUSIVO

Um grupo de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) acaba de solicitar ao Ministério da Fazenda que investigue a suspeita de prática de preços abusivos pelas montadoras instaladas no Brasil.
Demorou, mas, finalmente, o MPF percebeu que, no Brasil, um carro pode custar até o dobro do preço de um mesmo modelo vendido nos Estados Unidos.
O pedido de investigação foi aprovado em voto coletivo pela 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, órgão do MPF que defende os direitos do consumidor.
O MPF estabeleceu prazo de 180 dias para que o Ministério da Fazenda conclua a investigação.

DIFERENÇAS
Em fevereiro deste ano, durante congresso dos distribuidores de veículos dos Estados Unidos, a Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina divulgou os preços do Corolla em três países: nos Estados Unidos, o carro custa US$ 15.450,00; na Argentina, US$ 21.658,00; no Brasil, US$ 37.636,00.
Outro exemplo: o Jetta, que é vendido no México por R$ 32,5 mil, pode custar R$ 65,7 mil no Brasil.
Mais um: o Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui, o preço sobe para R$ 46 mil.

FIAT E VOLKSWAGEN IMPÕEM PREÇOS
Em entrevista recente à AutoInforme, agência de notícias do setor automobilístico, o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, afirmou que os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. “As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado”, disse.
“O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, afirmou à mesma agência um executivo da Mercedes-Benz para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.000,00 por uma ML 350 que, nos Estados Unidos, custa o equivalente a R$ 75 mil. “Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, provocou.
Conclusão: as montadoras instaladas no Brasil lucram excessivamente, o que reduz o consumo. Se fosse o contrário, produziriam mais, empregariam mais e poderiam perfeitamente pagar melhores salários.

COM GREVE, METALÚRGICOS DA MAGNA JÁ CONQUISTARAM 10% DE ANTECIPAÇÃO E ABONO DE R$ 1.000

Metalúrgicos da Magna, em São Joaquim de Bicas, apontaram o caminho a ser seguido por toda a categoria na Campanha Salarial Unificada 2011. Bastaram três horas e meia de paralisação para que eles conquistassem, na manhã desta quarta-feira, antecipação salarial de 10%, abono de R$ 1.000 e garantia de emprego ou salário por 90 dias.
Em relação ao abono conquistado no ano passado (R$ 654), o valor a ser pago já no próximo dia 20 pela Magna é 53% maior. A greve garantiu ainda um reajuste de 45% no valor do cartão ou da cesta-alimentação, que passou a R$ 80 – em 12 meses, o ganho chegará a R$ 300 –, e a formação de uma comissão, composta por representantes do Sindicato e da empresa, que, já na próxima semana, começam a negociar um plano de cargos e salários para eliminar diferenças salariais e valorizar quem produz.
Para João Alves de Almeida, presidente do Sindicato, a vitória dos metalúrgicos da Magna “servirá de parâmetro para a negociação com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e deverá impulsionar a mobilização nas demais fábricas”.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

METALÚRGICOS DA MAGNA DÃO EXEMPLO DE LUTA E CRUZAM OS BRAÇOS EM SÃO JOAQUIM DE BICAS

Os metalúrgicos da Magna, em São Joaquim de Bicas, são os primeiros trabalhadores da categoria em todo o estado a cruzarem os braços nesta Campanha Salarial. A paralisação na empresa - que fabrica estruturas, componentes estampados e autopeças – foi iniciada na tarde desta terça-feira (4), após decisão tomada em assembleia na portaria da fábrica pelos metalúrgicos do primeiro e segundo turnos. A greve foi iniciada após os trabalhadores recusarem proposta apresentada pela empresa à direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, durante negociação ocorrida entre as partes horas antes, na sede da entidade. A proposta da Magna previa reposição salarial de 10%, abono de R$ 900,00 e a composição de uma comissão para negociar, até o final de janeiro de 2012, um plano de cargos e salários para eliminar as diferenças salariais entre metalúrgicos que ocupam funções idênticas na fábrica. “A greve mostra que os trabalhadores da Magna não estão dispostos a ceder em suas reivindicações. Além disso, é um recado direto dos metalúrgicos à Fiemg, nunca clara demonstração de que os metalúrgicos irão continuar firmes na luta para conquistar aumento real de salários, a valorização do piso salarial e mais direitos sociais”, ressalta o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

METALÚRGICOS DIZEM NÃO À PROVOCAÇÃO PATRONAL

Não! Esta foi a resposta dada pelos metalúrgicos mineiros na assembleia realizada ontem para avaliar a última proposta patronal e traçar o rumo a ser seguido na negociação deste ano.
“O que os patrões oferecem até o momento é uma provocação à categoria, que deverá ser respondida à altura ao longo desta semana”, afirmou João Alves de Almeida, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim.
Nova rodada de negociação está marcada para a próxima sexta-feira, 7.


PROPOSTA PATRONAL


A última proposta apresentada pela Fiemg prevê dois índices de reajuste – 8%, nas empresas com até 50 empregados, e 8,5%, nas que empregam 51 ou mais trabalhadores – e quatro faixas para o piso salarial, que variam de R$ 660,00 – até 10 empregados – a R$ 954,81 – mais de 1000 trabalhadores. Sem abono. Os patrões também querem autorização para utilizar banco de horas com duração de um ano.


CONTRAPROPOSTA


A contraproposta apresentada pelas três federações (FITMetal, FEM-CUT e FEMETAL) que negociam juntas em 2011 é de 5% de aumento real (acima da inflação) e reduz para duas as faixas de salário de ingresso: R$ 923,78, nas empresas com até 400 empregados, e R$ 1.144,00, nas que empregam 401 ou mais trabalhadores.
A categoria também reivindica abono no valor de um salário nominal, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, garantia de emprego ou salário até 31 de dezembro deste ano e licença-maternidade de 120 dias.
A assembleia reuniu trabalhadores das cidades de Betim, Igarapé, São Joaquim de Bicas, Belo Horizonte, Contagem, Sabará, Sete Lagoas, Vespasiano, Timóteo, Lavras, Pouso Alegre, Cataguases, Pitangui e Juiz de Fora.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

METALÚRGICOS DA MAGNA DECRETAM “ESTADO DE GREVE”


Metalúrgicos da Magna (antiga Resil Minas), em Igarapé, acabam de dar um exemplo de mobilização na Campanha Salarial deste ano. Em assembleia realizada há poucos instantes, com a presença de trabalhadores do primeiro e do segundo turnos, eles decretaram “estado de greve” em resposta à proposta patronal.

“Além do fato de o reajuste oferecido pela Fiemg ser pouco superior à inflação acumulada no último ano, a proposta não inclui abono, o que os trabalhadores da Magna consideram inaceitável”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.

Segundo ele, a decretação do “estado de greve” tem ainda o objetivo de fazer com a Magna apresente uma proposta de plano de cargos e salários que elimine diferenças de salário entre metalúrgicos que cumprem funções idênticas.

A empresa será comunicada da decisão tomada pelos trabalhadores ainda na tarde desta sexta-feira. A partir daí, uma paralisação pode se iniciar a qualquer momento.

VOCÊ TEM VÁRIAS RAZÕES PARA COMPARECER À ASSEMBLEIA DO PRÓXIMO DOMINGO

Você, que é metalúrgico, sabe de todo o esforço que fez nos últimos 12 meses. Para atender a empresa, você sacrificou o convívio familiar, o lazer e, em muitos casos, até mesmo a possibilidade de se qualificar melhor.

Foi graças ao seu trabalho que a indústria automobilística bateu recorde de produção e de vendas nos primeiros oito meses do ano e que a Fiat Automóveis segue na liderança do mercado.


GANÂNCIA PATRONAL

Depois de ter feito a sua parte, é mais do que justo que, agora, você seja recompensado. As empresas, porém, não pensam assim.

Na mesa de negociação elas têm se mostrado resistentes à ampliação de direitos como licença maternidade de 180 dias e estabilidade até a aposentadoria para vítimas de acidentes e doenças que comprometem a nossa capacidade para o trabalho e apresentaram uma proposta de reajuste rebaixada, que mal repõe a perda salarial que acumulamos nos últimos 12 meses por conta da inflação. E pior: também querem autorização para utilizar banco de horas.

Ou seja, além de não valorizarem o nosso esforço, ainda pretendem dispor de todo o tempo que temos sem pagar absolutamente nada por isso. Isso tem um nome: ganância.


COM O NOSSO TRABALHO, A ECONOMIA CRESCE

Ao apresentarem uma proposta tão rebaixada, as empresas também mostram que não têm nenhuma responsabilidade com o crescimento da economia e do país, pois quando o salário do trabalhador aumenta, todo mundo ganha.

Ganha o comércio, que passa a vender mais; ganham outras indústrias, que precisam produzir mais; ganha a sociedade, que vê aumentar a oferta de empregos.

Você se lembra que, em 2009, o Brasil só foi capaz de superar a crise mundial porque apostou no mercado interno. Foram os aumentos salariais que mantiveram a economia aquecida.

Valorizar a quem merece faz bem à sociedade e ao país. Só as empresas não pensam assim.


CHEGOU A HORA DE MOSTRAR NOSSA FORÇA

Os metalúrgicos têm papel fundamental para o desenvolvimento regional e do país. Formam uma categoria que se orgulha do trabalho que faz e de sua história de lutas.

Agora, na Campanha Salarial 2011, queremos ter nosso esforço valorizado.

Mas esta luta só vai avançar com a união e a mobilização de todos junto com o Sindicato.

É hora de aumentar a pressão para convencer os patrões que merecemos ser valorizados na mesma medida do esforço que realizamos e das riquezas que geramos.

O Sindicato irá até onde a categoria decidir que deve ir.

Por isso, você não pode faltar à assembleia do próximo domingo, 2 de outubro, às 10 horas, na Praça da Cemig, em Contagem, no mesmo local onde tradicionalmente é realizada a Missa do 1º de Maio.

Para facilitar o deslocamento dos trabalhadores até o local da assembleia, ônibus especiais sairão da sede do Sindicato (Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim), de Igarapé e de São Joaquim de Bicas, às 9 horas.


ASSEMBLEIA UNIFICADA
DOMINGO, 10 HORAS, NA PRAÇA DA CEMIG, EM CONTAGEM

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ASSEMBLEIA UNIFICADA

HORA DE AVALIAR A PROPOSTA PATRONAL E DEFINIR O RUMO DA NEGOCIAÇÃO DESTE ANO

No próximo domingo, 2 de outubro, faremos uma assembleia unificada para avaliar a proposta patronal e definir o rumo a seguir na negociação deste ano. A assembleia terá início às 10 horas, na Praça da Cemig, em Contagem, no mesmo local onde tradicionalmente é realizada a Missa do 1º de Maio.

É muito importante que todos os metalúrgicos de Betim e região estejam presentes. Para facilitar o deslocamento, ônibus especiais sairão da sede do Sindicato (Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim), de Igarapé e de São Joaquim de Bicas, às 9 horas.

É o trabalhador organizado e mobilizado que pode fazer avançar a negociação deste ano. É por isso que contamos com todos.

Chegou a hora de os metalúrgicos de Betim e região mostrarem sua força.

ECONOMISTA DEFENDE REAJUSTE PARA METALÚRGICOS


A reportagem do blog conversou esta semana com Regina Camargos, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais.

Na entrevista a seguir, ela afirma que a conquista de reajuste salarial pela categoria metalúrgica em 2011 pode contribuir para reduzir o impacto da crise atravessada pelos Estados Unidos e Europa sobre a economia brasileira e diz que as empresas deveriam ser as principais interessadas em manter o poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores. “Eles são consumidores”, lembra.





Os Estados Unidos e boa parte dos países europeus atravessam uma crise.
Como o aquecimento da economia interna pode contribuir para que o Brasil
seja menos afetado por ela?

Se o país continuar crescendo em 2011 e 2012, ainda que num ritmo menos intenso, isso pode funcionar como um "amortecedor" para os impactos da crise mundial. O crescimento gera um círculo virtuoso, onde emprego, renda, arrecadação de impostos e consumo dinamizam o sistema econômico.


Qual a importância da categoria metalúrgica, em particular, conquistar aumento real de salários na Campanha Salarial 2011?

A manutenção de ganhos reais significa manter o poder aquisitivo dos salários, ainda mais com a inflação um pouco mais elevada nesse ano. E, se o poder aquisitivo dos trabalhadores for mantido, eles continuarão consumindo, ou seja, manterão a "roda" da economia em movimento. Na economia da região de Betim é significativo o impacto dos reajustes dos metalúrgicos. Segundo cálculos recentemente feitos pelo Dieese para o Sindicato, se os metalúrgicos obtiverem somente a reposição da inflação nessa data base, considerando as principais empresas da região - com exceção da Fiat - e considerando, também, o pagamento da PLR, serão injetados quase R$ 150 milhões adicionais na economia até setembro de 2012. É um volume de recursos bastante expressivo.


Qual deveria ser a atitude das empresas na negociação deste ano?

As empresas deveriam ser as mais interessadas em manter o poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores, pois eles são consumidores! O que ganham, gastam. Não manter o poder aquisitivo dos salários é como "matar a galinha dos ovos de ouro" do sistema capitalista.

INDÚSTRIA ELETROELETRÔNICA FATUROU 11% A MAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE


Uma notícia que interessa aos metalúrgicos da Jabil do Brasil e de outras empresas do ramo eletroeletrônico instaladas em Betim e região: de janeiro a junho deste ano, o faturamento da indústria cresceu 11%, segundo balanço da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Para o ano, a Abinee espera que o faturamento atinja R$ 134,9 bilhões – volume 8% maior na comparação com o ano passado.

TAXA DE DESEMPREGO FOI A MENOR PARA AGOSTO DE TODA A SÉRIE HISTÓRICA


Segundo balanço divulgado no último dia 21, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em agosto, a taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do país permaneceu estável: 6%. O índice é o mais baixo para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

Para quem trabalha na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os números são mais animadores: a taxa de desocupação não ultrapassou 4,8%. Já na Grande BH, o índice foi ainda menor: 4,7%.

Os setores que mais criaram vagas foram comércio e reparação de veículos automotores e objetos pessoais e domésticos; educação, saúde e serviços sociais; e indústria extrativa e de transformação.

Um estímulo a mais para os metalúrgicos se juntarem ao Sindicato na luta por aumento real, reajuste dos pisos, abono e ampliação de nossos direitos em 2011.

AUTOPEÇAS MINEIRAS EXPORTAM 31,4% A MAIS E FATURAMENTO AUMENTA


Se você trabalha em fabricante de autopeças, preste atenção nestes números: de janeiro a agosto deste ano, as exportações mineiras do setor cresceram 31,4% quando comparadas ao mesmo intervalo do ano passado.

O crescimento das vendas externas, aliado à manutenção das compras pelas montadoras instaladas no país, fez com o faturamento das fabricantes no Estado aumentasse 3% no mesmo período.

A informação foi veiculada no último dia 23, pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), que consultou 24 das 69 empresas mineiras do setor.

Ainda de acordo com o Sindipeças, em 2011 o faturamento da indústria de autopeças deverá crescer 4,3% e alcançar R$ 90,8 bilhões – em 2010, o volume apurado foi de R$ 86,3 bilhões. As fabricantes instaladas em Minas Gerais respondem por 12% da receita nacional.

Para 2012, o faturamento esperado será 4,7% maior e deverá chegar a R$ 94,3 bilhões.

Trocando em miúdos: as empresas podem perfeitamente retribuir o esforço que fizemos nos últimos 12 meses para que estes resultados fossem alcançados. Chegou a hora de valorizar quem produz e faz crescer.

MONTADORAS ENTRE AS QUE MAIS MANDARAM DINHEIRO PARA FORA DO PAÍS


Multinacionais instaladas no Brasil aceleraram a remessa de lucros em agosto. Para socorrer suas matrizes, filiais brasileiras enviaram US$ 5,1 bilhões às sedes – novo recorde para o mês desde que o Banco Central passou a coletar os dados, em 1947.

Em agosto, o volume de recursos mandado para fora do país aumentou 180% na comparação com o mês anterior e 103% ante agosto de 2010.

Segundo o BC, o setor que mais remeteu lucro em agosto foi o financeiro, com US$ 954 milhões. Em segundo lugar, as montadoras de automóveis, que enviaram US$ 845 milhões às sedes.

Dinheiro que poderia ser investido na melhoria dos salários e das condições de trabalho do metalúrgico brasileiro. Já pensou nisso?

E AS VENDAS? TAMBÉM AUMENTARAM.


Outro número que o metalúrgico não deve perder de vista: no acumulado dos primeiros oito meses deste ano, a Fiat registrou expansão de 4,1% nas vendas de veículos, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Graças a este desempenho, a fabricante instalada em Betim manteve a liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, com 22,44% de participação, seguida pela Volkswagen, com 20,66%.

FIAT JÁ PRODUZIU 6,6% A MAIS ESTE ANO. QUEM TRABALHOU PARA ISSO?


De janeiro a agosto deste ano, a produção da Fiat Automóveis cresceu 6,6%. Foram montadas 582.853 unidades, ante 546.783 no acumulado dos oito primeiros meses de 2010.

O crescimento da produção na montadora levou à reboque suas fornecedoras de autopeças. Segundo o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), as montadoras responderão por 69,6% das encomendas ao setor em 2011 – o restante será repartido entre o mercado de reposição (14,6%) e as exportações (8%).

Não custa lembrar: este aumento da produção se deu graças ao empenho dos metalúrgicos de Betim. É por isso que o slogan da Campanha Salarial deste ano é “Valorização para quem produz e faz crescer”. Chegou a nossa vez.



Para registro: no país, a produção não cresceu tanto quanto na Fiat. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o aumento apurado foi de 4,4% nos primeiros oito meses do ano.