sexta-feira, 30 de setembro de 2011

METALÚRGICOS DA MAGNA DECRETAM “ESTADO DE GREVE”


Metalúrgicos da Magna (antiga Resil Minas), em Igarapé, acabam de dar um exemplo de mobilização na Campanha Salarial deste ano. Em assembleia realizada há poucos instantes, com a presença de trabalhadores do primeiro e do segundo turnos, eles decretaram “estado de greve” em resposta à proposta patronal.

“Além do fato de o reajuste oferecido pela Fiemg ser pouco superior à inflação acumulada no último ano, a proposta não inclui abono, o que os trabalhadores da Magna consideram inaceitável”, afirma João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.

Segundo ele, a decretação do “estado de greve” tem ainda o objetivo de fazer com a Magna apresente uma proposta de plano de cargos e salários que elimine diferenças de salário entre metalúrgicos que cumprem funções idênticas.

A empresa será comunicada da decisão tomada pelos trabalhadores ainda na tarde desta sexta-feira. A partir daí, uma paralisação pode se iniciar a qualquer momento.

VOCÊ TEM VÁRIAS RAZÕES PARA COMPARECER À ASSEMBLEIA DO PRÓXIMO DOMINGO

Você, que é metalúrgico, sabe de todo o esforço que fez nos últimos 12 meses. Para atender a empresa, você sacrificou o convívio familiar, o lazer e, em muitos casos, até mesmo a possibilidade de se qualificar melhor.

Foi graças ao seu trabalho que a indústria automobilística bateu recorde de produção e de vendas nos primeiros oito meses do ano e que a Fiat Automóveis segue na liderança do mercado.


GANÂNCIA PATRONAL

Depois de ter feito a sua parte, é mais do que justo que, agora, você seja recompensado. As empresas, porém, não pensam assim.

Na mesa de negociação elas têm se mostrado resistentes à ampliação de direitos como licença maternidade de 180 dias e estabilidade até a aposentadoria para vítimas de acidentes e doenças que comprometem a nossa capacidade para o trabalho e apresentaram uma proposta de reajuste rebaixada, que mal repõe a perda salarial que acumulamos nos últimos 12 meses por conta da inflação. E pior: também querem autorização para utilizar banco de horas.

Ou seja, além de não valorizarem o nosso esforço, ainda pretendem dispor de todo o tempo que temos sem pagar absolutamente nada por isso. Isso tem um nome: ganância.


COM O NOSSO TRABALHO, A ECONOMIA CRESCE

Ao apresentarem uma proposta tão rebaixada, as empresas também mostram que não têm nenhuma responsabilidade com o crescimento da economia e do país, pois quando o salário do trabalhador aumenta, todo mundo ganha.

Ganha o comércio, que passa a vender mais; ganham outras indústrias, que precisam produzir mais; ganha a sociedade, que vê aumentar a oferta de empregos.

Você se lembra que, em 2009, o Brasil só foi capaz de superar a crise mundial porque apostou no mercado interno. Foram os aumentos salariais que mantiveram a economia aquecida.

Valorizar a quem merece faz bem à sociedade e ao país. Só as empresas não pensam assim.


CHEGOU A HORA DE MOSTRAR NOSSA FORÇA

Os metalúrgicos têm papel fundamental para o desenvolvimento regional e do país. Formam uma categoria que se orgulha do trabalho que faz e de sua história de lutas.

Agora, na Campanha Salarial 2011, queremos ter nosso esforço valorizado.

Mas esta luta só vai avançar com a união e a mobilização de todos junto com o Sindicato.

É hora de aumentar a pressão para convencer os patrões que merecemos ser valorizados na mesma medida do esforço que realizamos e das riquezas que geramos.

O Sindicato irá até onde a categoria decidir que deve ir.

Por isso, você não pode faltar à assembleia do próximo domingo, 2 de outubro, às 10 horas, na Praça da Cemig, em Contagem, no mesmo local onde tradicionalmente é realizada a Missa do 1º de Maio.

Para facilitar o deslocamento dos trabalhadores até o local da assembleia, ônibus especiais sairão da sede do Sindicato (Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim), de Igarapé e de São Joaquim de Bicas, às 9 horas.


ASSEMBLEIA UNIFICADA
DOMINGO, 10 HORAS, NA PRAÇA DA CEMIG, EM CONTAGEM

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ASSEMBLEIA UNIFICADA

HORA DE AVALIAR A PROPOSTA PATRONAL E DEFINIR O RUMO DA NEGOCIAÇÃO DESTE ANO

No próximo domingo, 2 de outubro, faremos uma assembleia unificada para avaliar a proposta patronal e definir o rumo a seguir na negociação deste ano. A assembleia terá início às 10 horas, na Praça da Cemig, em Contagem, no mesmo local onde tradicionalmente é realizada a Missa do 1º de Maio.

É muito importante que todos os metalúrgicos de Betim e região estejam presentes. Para facilitar o deslocamento, ônibus especiais sairão da sede do Sindicato (Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim), de Igarapé e de São Joaquim de Bicas, às 9 horas.

É o trabalhador organizado e mobilizado que pode fazer avançar a negociação deste ano. É por isso que contamos com todos.

Chegou a hora de os metalúrgicos de Betim e região mostrarem sua força.

ECONOMISTA DEFENDE REAJUSTE PARA METALÚRGICOS


A reportagem do blog conversou esta semana com Regina Camargos, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais.

Na entrevista a seguir, ela afirma que a conquista de reajuste salarial pela categoria metalúrgica em 2011 pode contribuir para reduzir o impacto da crise atravessada pelos Estados Unidos e Europa sobre a economia brasileira e diz que as empresas deveriam ser as principais interessadas em manter o poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores. “Eles são consumidores”, lembra.





Os Estados Unidos e boa parte dos países europeus atravessam uma crise.
Como o aquecimento da economia interna pode contribuir para que o Brasil
seja menos afetado por ela?

Se o país continuar crescendo em 2011 e 2012, ainda que num ritmo menos intenso, isso pode funcionar como um "amortecedor" para os impactos da crise mundial. O crescimento gera um círculo virtuoso, onde emprego, renda, arrecadação de impostos e consumo dinamizam o sistema econômico.


Qual a importância da categoria metalúrgica, em particular, conquistar aumento real de salários na Campanha Salarial 2011?

A manutenção de ganhos reais significa manter o poder aquisitivo dos salários, ainda mais com a inflação um pouco mais elevada nesse ano. E, se o poder aquisitivo dos trabalhadores for mantido, eles continuarão consumindo, ou seja, manterão a "roda" da economia em movimento. Na economia da região de Betim é significativo o impacto dos reajustes dos metalúrgicos. Segundo cálculos recentemente feitos pelo Dieese para o Sindicato, se os metalúrgicos obtiverem somente a reposição da inflação nessa data base, considerando as principais empresas da região - com exceção da Fiat - e considerando, também, o pagamento da PLR, serão injetados quase R$ 150 milhões adicionais na economia até setembro de 2012. É um volume de recursos bastante expressivo.


Qual deveria ser a atitude das empresas na negociação deste ano?

As empresas deveriam ser as mais interessadas em manter o poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores, pois eles são consumidores! O que ganham, gastam. Não manter o poder aquisitivo dos salários é como "matar a galinha dos ovos de ouro" do sistema capitalista.

INDÚSTRIA ELETROELETRÔNICA FATUROU 11% A MAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE


Uma notícia que interessa aos metalúrgicos da Jabil do Brasil e de outras empresas do ramo eletroeletrônico instaladas em Betim e região: de janeiro a junho deste ano, o faturamento da indústria cresceu 11%, segundo balanço da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Para o ano, a Abinee espera que o faturamento atinja R$ 134,9 bilhões – volume 8% maior na comparação com o ano passado.

TAXA DE DESEMPREGO FOI A MENOR PARA AGOSTO DE TODA A SÉRIE HISTÓRICA


Segundo balanço divulgado no último dia 21, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em agosto, a taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do país permaneceu estável: 6%. O índice é o mais baixo para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

Para quem trabalha na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os números são mais animadores: a taxa de desocupação não ultrapassou 4,8%. Já na Grande BH, o índice foi ainda menor: 4,7%.

Os setores que mais criaram vagas foram comércio e reparação de veículos automotores e objetos pessoais e domésticos; educação, saúde e serviços sociais; e indústria extrativa e de transformação.

Um estímulo a mais para os metalúrgicos se juntarem ao Sindicato na luta por aumento real, reajuste dos pisos, abono e ampliação de nossos direitos em 2011.

AUTOPEÇAS MINEIRAS EXPORTAM 31,4% A MAIS E FATURAMENTO AUMENTA


Se você trabalha em fabricante de autopeças, preste atenção nestes números: de janeiro a agosto deste ano, as exportações mineiras do setor cresceram 31,4% quando comparadas ao mesmo intervalo do ano passado.

O crescimento das vendas externas, aliado à manutenção das compras pelas montadoras instaladas no país, fez com o faturamento das fabricantes no Estado aumentasse 3% no mesmo período.

A informação foi veiculada no último dia 23, pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), que consultou 24 das 69 empresas mineiras do setor.

Ainda de acordo com o Sindipeças, em 2011 o faturamento da indústria de autopeças deverá crescer 4,3% e alcançar R$ 90,8 bilhões – em 2010, o volume apurado foi de R$ 86,3 bilhões. As fabricantes instaladas em Minas Gerais respondem por 12% da receita nacional.

Para 2012, o faturamento esperado será 4,7% maior e deverá chegar a R$ 94,3 bilhões.

Trocando em miúdos: as empresas podem perfeitamente retribuir o esforço que fizemos nos últimos 12 meses para que estes resultados fossem alcançados. Chegou a hora de valorizar quem produz e faz crescer.

MONTADORAS ENTRE AS QUE MAIS MANDARAM DINHEIRO PARA FORA DO PAÍS


Multinacionais instaladas no Brasil aceleraram a remessa de lucros em agosto. Para socorrer suas matrizes, filiais brasileiras enviaram US$ 5,1 bilhões às sedes – novo recorde para o mês desde que o Banco Central passou a coletar os dados, em 1947.

Em agosto, o volume de recursos mandado para fora do país aumentou 180% na comparação com o mês anterior e 103% ante agosto de 2010.

Segundo o BC, o setor que mais remeteu lucro em agosto foi o financeiro, com US$ 954 milhões. Em segundo lugar, as montadoras de automóveis, que enviaram US$ 845 milhões às sedes.

Dinheiro que poderia ser investido na melhoria dos salários e das condições de trabalho do metalúrgico brasileiro. Já pensou nisso?

E AS VENDAS? TAMBÉM AUMENTARAM.


Outro número que o metalúrgico não deve perder de vista: no acumulado dos primeiros oito meses deste ano, a Fiat registrou expansão de 4,1% nas vendas de veículos, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Graças a este desempenho, a fabricante instalada em Betim manteve a liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, com 22,44% de participação, seguida pela Volkswagen, com 20,66%.

FIAT JÁ PRODUZIU 6,6% A MAIS ESTE ANO. QUEM TRABALHOU PARA ISSO?


De janeiro a agosto deste ano, a produção da Fiat Automóveis cresceu 6,6%. Foram montadas 582.853 unidades, ante 546.783 no acumulado dos oito primeiros meses de 2010.

O crescimento da produção na montadora levou à reboque suas fornecedoras de autopeças. Segundo o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), as montadoras responderão por 69,6% das encomendas ao setor em 2011 – o restante será repartido entre o mercado de reposição (14,6%) e as exportações (8%).

Não custa lembrar: este aumento da produção se deu graças ao empenho dos metalúrgicos de Betim. É por isso que o slogan da Campanha Salarial deste ano é “Valorização para quem produz e faz crescer”. Chegou a nossa vez.



Para registro: no país, a produção não cresceu tanto quanto na Fiat. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o aumento apurado foi de 4,4% nos primeiros oito meses do ano.