quinta-feira, 13 de outubro de 2011

AINDA É MUITO POUCO

Conforme havíamos informado aqui, na última terça-feira, 11, foi realizada mais uma rodada de negociação da Campanha Salarial Unificada 2011. E, mais uma vez, a proposta patronal ficou aquém do que merecemos.
Os patrões aumentaram em apenas 0,5% os dois índices de reajuste que haviam proposto anteriormente e só aceitam o pagamento de abono nas empresas que não possuem programa de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados). Voltaram a insistir na autorização para utilizar banco de horas – agora com duração de 10 meses – e não deram nenhuma resposta aos pedidos de extensão da Licença-Maternidade para 180 dias e de estabilidade até a aposentadoria para vítimas de acidentes e doenças do trabalho que incapacitam o metalúrgico para o exercício de suas funções.
“A proposta ainda está muito abaixo do que os metalúrgicos de Minas Gerais já fizeram por merecer”, avalia João Alves de Almeida, presidente do Sindicato.


PROPOSTA PATRONAL

A proposta patronal prevê dois índices de reajuste: 8,5% nas empresas com até 50 empregados e 9% nas que empregam 51 ou mais trabalhadores.
Os pisos salariais foram reajustados também em 0,5% e passaram a R$ 684,20 (empresas com até 10 trabalhadores), R$ 726,00 (11 a 400), R$ 774,40 (401 a 1000) e R$ 959,20 (mais de 1000). O abono seria de R$ 436,00.
“O trabalhador deve, portanto, se manter mobilizado e atender às convocações do Sindicato. É esta pressão organizada que nos fará avançar rumo a um bom acordo”, orienta João Alves.
Nova rodada de negociação está marcada para o próximo dia 19, quando, provavelmente, os sindicatos farão uma contraproposta aos patrões.

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