Metalúrgicos da Came, em Igarapé, decidiram seguir o exemplo dos companheiros da Magna e estão em greve desde a manhã desta segunda-feira, 17.
A paralisação foi iniciada em protesto contra a última proposta apresentada pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) em negociação realizada na quinta-feira, 13.
Além de considerarem o reajuste oferecido insuficiente, os metalúrgicos da Came não abrem mão de um abono que, de acordo com a proposta patronal, só seria pago pelas empresas que não possuem programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).
Eles também querem que a Came equipare os salários; mantenha o pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade – que, pela proposta encaminhada à empresa, deverá ser estendido a toda a fábrica; reveja o critério utilizado atualmente para avaliar atestados médicos; amplie o valor do tíquete-alimentação; e melhore as condições de transporte.
A Came emprega 260 metalúrgicos, que trabalham em dois turnos, na fabricação de embalagens metálicas para transporte de peças, usinagem e calderaria.
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